Quatro frentes, uma forma de trabalhar.
Medir antes de prometer, entregar em fatias que já valem por si e devolver o sistema com a sua equipa capaz de o conduzir sem nós. O que muda de uma frente para a outra é o problema de entrada — não o método.
Desenvolvimento de Produto
Tem um produto para pôr de pé e não tem meses para montar uma equipa — nem margem para errar a fundação e descobri-lo no lançamento.
Engenharia ponta a ponta, do zero: uma descoberta curta para cortar âmbito, a primeira fatia em produção em semanas e o produto a evoluir em ciclos a partir daí. Sem big bang, sem protótipo que tem de ser deitado fora depois.
- Âmbito fatiado, com a primeira entrega definida no papel
- Aplicação em produção, com CI/CD e ambientes separados
- API e modelo de dados documentados
- Observabilidade e alertas desde a primeira semana
- Repositório, nuvem e domínios em nome da sua empresa
Em quanto tempo vejo a primeira versão no ar?
Entre quatro e oito semanas para a primeira fatia útil, consoante o âmbito cortado na descoberta. Não é protótipo: é código em produção, com deploy e monitorização.É possível trabalhar em conjunto com a minha equipa interna?
Sim, e é o formato que melhor resulta. A equipa interna entra no mesmo repositório e no mesmo ritual; a transferência de conhecimento acontece durante o projecto, não numa reunião no fim.De quem é o código no fim?
Seu. Repositório, contas de nuvem e domínios ficam em nome da sua empresa desde o primeiro dia.
Engenharia de Plataforma
Deploy que encrava, incidente que ninguém sabe quem atende e uma factura de nuvem a crescer mais depressa do que o produto.
Medir antes de mexer. Primeiro os números — tempo de deploy, taxa de falha, tempo de recuperação, custo por ambiente — depois as mudanças que movem esses números, uma de cada vez, a começar pelas que reduzem risco sem tocar no produto.
- Pipeline de deploy automatizado, igual em todos os ambientes
- Infra-estrutura como código, versionada
- Painéis e alertas com dono definido e acção escrita
- Runbook de incidente e rollback ensaiado
- Teste de restore de backup a correr no calendário
- Revisão de custo por ambiente e por serviço
É possível fazer isto sem parar as entregas?
É. A ordem é sempre a mesma: primeiro o que reduz risco sem tocar no produto — backup testado, alerta com dono, rollback ensaiado —, depois a infra-estrutura por baixo.Ficam a operar a plataforma depois?
Só se quiser. O padrão é entregar com runbook e formar a equipa. Suporte contínuo é um contrato à parte, nunca uma dependência criada de propósito.Em quanto tempo aparece o primeiro ganho?
As duas primeiras semanas devolvem normalmente um teste de restore a funcionar e os alertas com dono — que é onde mora o risco a sério.
Sistemas de IA
A demo encanta a direcção e desfaz-se na primeira semana de produção: latência fora do acordado, factura de tokens sem explicação e resposta que ninguém consegue conferir.
Tratar a IA como sistema, não como magia: orçamento de latência por etapa, contexto recuperado com a fonte citada, avaliação contra perguntas reais e custo medido por funcionalidade — não por impressão.
- Ingestão, chunking e embedding com reindexação incremental
- Pesquisa vectorial com filtro e recall medido
- Conjunto de avaliação com perguntas reais e nota por versão
- Painel de custo por funcionalidade, com cache verificada
- Caminho de fallback determinístico para quando o modelo for abaixo
Os meus dados vão treinar o modelo?
Não. Os documentos ficam na sua base de dados e as chamadas seguem por contratos que não usam o seu conteúdo para treino. É uma decisão de arquitectura e de contrato, e fica escrita no projecto.Quanto custa manter isto a correr por mês?
Depende do volume, mas torna-se previsível quando é medido. Indexar um corpus de algumas centenas de trechos custa cêntimos; a despesa real está nas chamadas de geração — e é aí que a cache de prompt e o tamanho de contexto derrubam a conta.É possível correr com modelo aberto, na minha nuvem?
É. A arquitectura separa pesquisa de geração, por isso trocar o modelo passa a ser uma decisão de custo e qualidade, não uma reescrita.
Modernização de Legado
Um sistema em que ninguém quer tocar, que só uma pessoa percebe a sério, e que segura todo o resto do negócio.
Nada de reescritas de dois anos. Mapear o que existe, cercar o comportamento actual com testes e migrar por fatias — com o sistema antigo no ar até à última delas, e rota de regresso em cada etapa.
- Mapa de dependências, riscos e pontos de falha única
- Testes de caracterização sobre o comportamento actual
- Plano de fatias, com ordem e critério de corte
- Migração incremental, com rota de regresso em cada etapa
- Documentação viva do que migrou e do que ficou
É preciso parar a operação?
Não. Cada fatia entra com o sistema antigo ainda de pé; a viragem só acontece quando a fatia nova já provou que responde igual.E se não existir documentação nenhuma?
É o caso mais comum. Os testes de caracterização passam a ser a documentação: registam o que o sistema faz hoje, incluindo o que faz mal e de que o negócio já depende.Quanto tempo demora?
A auditoria e o plano de fatias demoram duas a três semanas. A migração mede-se em fatias entregues, não num prazo único — e pode parar entre uma e outra.
Tem um problema parecido com algum destes?
Conte-nos o contexto em algumas linhas. Se não for trabalho para nós, digo-o — e indico quem o faz melhor.
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